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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ilha do Medo (Shutter Island) 2010




Sinceramente, eu achei ótimo, e não entendo o porquê de tanto mi mi mi por causa desse filme. Sim, um excelente Thriller psicológico, com ótimas sequências, e não me apegando a detalhes técnicos cinematográficos, o resultado final é ótimo. Muito se questiona a reviravolta na trama, o final desafiador, a "falta de lógica". Não senti falta de lógica, e muito pelo contrário, a ultima frase de Teddy (DiCaprio) foi mais do que reveladora. De fato, você que não assistiu, terá que assistir para tirar suas conclusões, pois qualquer coisa que eu revelar aqui pode tornar desastrosa sua sessão. rsrsrs

Nesse filme, Scorsese usa e abusa das referências cinematográficas, que vão dos fiilmes B de terror, passando por David Lynch e filmes de guerra, e até mesmo a fumaça que remete ao seu Taxi Driver endossa essa idéia. É um filme longo, e pesado, que pode ter efeitos distintos e extremos no espectador: muitos vão gostar, outros vão odiar, mas é isso aê, geralmente coisas boas despertam esse tipo de sentimento.

DOWNLOAD EM DUAS PARTES
PARTE 1
PARTE 2



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um beijo Roubado (My Blueberry Nigths) - Wong Kar Wai - 2008



Wong Kar Wai é um diretor chinês, dos mais "badalados" no atual circuito intelectual, teórico, cult (ou até "PIMBA", como alguns adoram alcunhar) cinematrográfico. Sua maneira de conduzir a narrativa através de uma poesia imagética, através de signos, símbolos, alegorias poéticas minimalistas, criam uma marca registrada deste diretor, e faz dele um dos grandes nomes do cinema deste novo século.



Dizem que em "Um beijo roubado" (ou My blueberry nigths, o que de fato fica bem mais adequado ao filme), WKW não está na sua melhor forma, mas enfim, eu só assisti além desse, Felizes Juntos (Happy Togueter), portanto, fica difícil ter algum parâmetro. A verdade é que o filme é ótimo, e a bastante tempo vinha tentando vê-lo, devido a presença no elenco de musas do nível máximo das deusas do cinema que habitam minha humilde imaginação. Tudo bem, Natalie Portman não está na sua forma ideal (sensualmente falando), mas a real é que Nat (pros íntimos rsrsrs) "fora de forma" ainda sim é uma DEUSA. É um dos rostos mais perfeitamente fotogênicos, parece que os traços de sua face foram desenhados pixels por pixels, milimetricamente, sem um defeito. "Ora bolas", até careca no "V for vendetta" ela ficou linda, avalie no estilo "cabelinho curto noiadinha do poker"! Rachel Weisz dá um show de beleza, uma verdadeira pintura em movimento.



Ah, o filme: Esta é a primeira produção americana de Wong Kar Wai, antes disso, só filmes com produções orientais, e acredito que ele escolheu um elenco ótimo, contando com Jude Law, Norah Jones, além das duas já citadas. O filme tem como eixo central a viagem que Elizabeth (Norah Jones) faz, saindo de Nova York e cortando os EUA de ônibus, andarilha, perdida, após uma desilusão amorosa e em busca de respostas. Ela descobre que o seu "parceiro" está saindo com outra através de Jeremy (Jude Law), dono de um bar no qual o ex-namorado apareceu com sua nova compania. Todo esse cenário narrativo serve de pano de fundo para uma linguagem que ultrapassa os fatos, penetrando em uma forma de poesia que eu considero como uma metáfora das imagens. Logicamente que, muito abalada pela notícia do abandono, Elizabeth vai arriar uma fossa deprê em Jeremy, que gentilmente oferece seu ombro. Ele não conhece seus clientes pelo nome: eles são definidos pelo que costumam pedir: costela de porco, filé com fritas, torta de morango, e por aí vai. "As pessoas simplesmente escolhem". Este seria o motivo da torta Blueberry findar mais uma noite intacta? Talvez tenha sido o motivo de um beijo roubado. Uma cliente com um gosto deliciosamente "Blueberry." As chaves que dão possibilidade de abrir portas que trazem histórias diversas que juntamente com o neon criam a atmosfera de um bar/café... o close do personagem através do vidro da porta, ou seja, a filmagem acidental, o close do vidro na verdade, onde o personagem é visto do outro lado, como que consequência; a idéia de uma espessura da linguagem, que quando conta não reflete, e sim transforma (em Felizes Juntos, WKW usa e abusa desse artifício).



A cena que pode resumir bem o que eu quero dizer quando uso a expressão "metáfora imagética" é a do sorvete escorrendo na torta, quase que derretendo toda a tela. Uma forma de expressar um sentimento que surge no personagem, que não seja através da prosa, da narrativa gasta e traduzida pelos sentidos ofuscados, e sim através de uma imagem multicolorida universal do que são os fluidos, os fluxos do amor que explode em pura poesia para os olhos. Cinema para mim é isto: a forma mais complexa de expressão poética, algo que foge completamente dos padrões de produção cinematográfica da maioria absoluta dos filmes de hoje.



Depois do beijo que rouba o gosto do canto da boca do fluido desse sentimento que derreteu na tela, Elizabeth resolve atravessar a rua pelo caminho mais difícil. Respostas através de experimentações, desterritorializações. Ela não dá adeus, simplesmente se afasta. Viajando, trabalhando em bares, conhecendo personagens que podem contribuir para as suas respostas. Enviando postais. É assim que WKW tenta costurar a trama para que, através de elementos da narrativa, possa construir a idéia de amor. Amor louco, desesperado, de Arnie por Sue Lynne dá vazão as fichas brancas, tentativas... a arma que aponta para a amada não mata o amor e sim o amante. Mas em um bar, a conta sempre tem que ser paga, e um cruzamento pode ser início ou fim, ruptura. Fichas brancas - fichas de apostas, de uma apostadora que coloca tudo a perder num lance, em uma rodada... não confiar em ninguém significa não confiar nem em si mesmo. Mas a mentalidade de quem joga o jogo é essa: "não importa o quão bom você seja, você pode vencer as pessoas, mas nunca a sorte."



Do outro lado da rua, um lugar reservado para um outro você. A melhor maneira de achar é não procurando.

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TRILHA SONORA


A trilha é um capítulo a parte. Norah Jones, Cat Power (que inclusive faz uma ponta no filme), Ry Cooder, Ottis Redding... belíssima seleção.

1. The Story - Norah Jones
2. Living Proof - Cat Power
3. Ely Nevada - Ry Cooder
4. Try a Little Tenderness - Otis Redding
5. Looking Back - Ruth Brown
6. Long Ride - Ry Cooder
7. Eyes on the Prize - Mavis Staples
8. Yumeji’s Theme - Chikara Tsuzuki
9. Skipping Stone - Amos Lee
10. Bus Ride - Ry Cooder
11. Harvest Moon - Cassandra Wilson
12. Devil’s Highway - Hello Stranger
13. Pájaros - Gustavo Santaolalla
14. The Greatest - Cat Power






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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Felizes Juntos - Wong Kar-Wai (1997)



SENSACIONAL.

» Sinopse: Po-Wing e Yiu-Fai são dois namorados que vão a passeio pela Argentina, mas acabam tendo de ficar mais tempo por lá. Yiu-Fai começa a trabalhar numa casa de tango para juntar dinheiro para a volta, enquanto Po-Wing começa a se afastar cada vez mais deste. Yiu-Fai logo arranja um amante, e a vida começa a melhorar, enquanto a degradação do antigo parceiro só aumenta.

Desse filme, só a sinopse, de cara, já veio a me agradar. O fato de Wong Kar-wai ter convencido a patota dos intelectuais de cannes a lhe entregarem o prêmio de melhor diretor em 1997 nem me deixou tão perplexo assim, mas a história, sim. O meu retrospecto com filmes de otima sinopse não são tão bons. Quase sempre me decepciono, mas tudo bem, acontece. Coisas da famigerada expectativa excessiva. Quanto mais expectativa você tem, a chance aumenta de uma decepção se concretizar.



É muito difícil falar sobre um filme cult, principalmente para um leigo em teoria cinematográfica, mas esse filme extrapola um pouco mais que isso. Só se você for um leigo em sensibilidade é que realmente não vai gostar desse filme. Ou se você for mais um dos milhões de machões que existem espalhados pelo mundo, que se enojam com um casal homossexual, e passa por um mendigo na rua tranquilamente, ouvindo seu mp3. A verdade é que esse filme é pura arte, e não preciso estar falando de termos técnicos para explanar isso. Na verdade não dá pra explanar isso, só mesmo assistindo. Vou me abster de comentar a narrativa em si.

Trilha sonora genial, fotografia ESPETACULAR, que varia entre tons de cores muito bem trabalhados e o preto e branco, e sinceramente, QUALQUER AMEBA, QUALQUER IDIOTA, QUALQUER ZÉ RUELA PODE PERCEBER QUE ESSE FILME É UMA AULA DE DIREÇÃO!!!

Troféu joínha para Wong Kar-Wai!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

El Arriero - Guillhermo Calle (2009)



Se tem uma coisa que eu recomendo àqueles que tem uma grana a mais, uma oportunidade de pagar uma televisão a cabo, é assinar os canais Telecine (to ganhando uma grana pra fazer um jabá na moral rsrsrs), unico e especialmente pelo TeleCine Cult. Se você for viciado em (bom) cinema, este canal vai gerar muitas alegrias e gratas surpresas para sua pessoa. Toda terça tem uma sessão chamada cine-mundi, onde você desopila do idioma do tio san e passa a conhecer produções de todo o mundo.

Este filme eu acompanhei ontem, nesta sessão, muito despretensiosamente, já tava até meio cansado, quase desistindo. Mas a sinopse me chamou a atenção. A história do filme gira em torno de Ancízar (Julián Diaz), que é um "Arriero", que seria o cara encarregado de cooptar "mulitas" para o transporte de coca da colombia (cocada boa!) até a europa. Esta mulitas devem que ingerir as capsulas, e o Arriego é o encarregado de achar as pessoas certas para isso. Diante desse cenário, o personagem principal vive um romance conturbado com duas mulheres que, como ele mesmo definiu, representam a "glória e a ruína de minha vida". Duas mulheres, diga-se de passagem, sensacionais!


A priori, o que me fez ficar para assistir o filme é a idéia de uma filmagem na colômbia, que é um país riquíssimo (vocês me entendem né?), vasto, belo. E é terceiro Mundo. Terceiro mundo latino!! E o que se vê no filme, muito mais do que neguin entupindo as venta da branquinha, é o próprio país, a cidade de Medellin (se não estou enganado), e uma trama gostosa, sem soar acadêmica, mas com uma beleza encravada nas lacunas da película. O filme não possuiu uma temporalidade cronológica linear, e o mais interessante é que Ancízar revela os seus sentimentos em primeira pessoa, olhando para a câmera, algo parecido com a adaptação machadiana "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de André Klotzel, em 2001.


Belas tomadas de Madrid, de Medellin, e das duas moçoilas que encheram os meus olhos e os meus pensamentos, mulheres dignas da periculosidade feminina latina, bem ao estilo Eduardo Galeano. Vale a pena assistir o filme, que tem um desenrolar e um final bem mais interessante do que um filme brasileiro paralelo, semelhante na temática, super veiculado, Meu nome não é Johnny. O interessante também é que procurei críticas, ou até mesmo sinopses do filme em sites brasileiros, e não encontrei nenhum. Desta vez o deus google não foi tão onisciente assim... paciência!

Recomendo 100%

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Paixão Suicída (Wristcutters - A Love Story) 2006



Opa, não se deixem levar por esta péssima tradução do título do filme, nem pela capa de naipe comédia pastelão americano estilo "dude, where is my car"! Este filme de Goran Dukic (valha) usa uma ambientação meio estranha, emo demais pra se levar a sério, mas a idéia do filme, desde a leitura da sinopse me agradou. Zia, o personagem principal, se mata (começou a NxZeradagem) logo nos 5 minutos iniciais, antes mesmo da apresentação do título do filme. Então, começa a parte mais legal do filme, que é a criação do "além" dos suicídas, que é a mesma bosta do mundo normal, só que um pouco pior. Ele se anima quando sabe que a sua namorada (unica coisa que lhe agradava no mundo dos "vivos") também se suicidou, e está neste além. Ele se junta a um roqueiro doidão que vive com a sua família (todos se suicidaram rsrs) e a uma garota que pede carona na estrada, alegando estar alí naquele mundo por uma trágica fatalidade, e vão procurar a tal namorada.
Muitas críticas são alavancadas contra o final do filme, eu achei que fez todo o sentido, mas... FODA-SE o final, o interessante é que o filme é non-sense, surreal, e até gostoso de assistir, com trilha de muita gente que se matou, e participação especial de... TOM WAITS! Destaque para o primeiro trampo de Zia no além, Pizzaria Kamikaze (hahahahaha) e para a incrível sacada do fundo do banco no carro, onde tudo que cai, se perde. No mais, minha capacidade de narração de história de filmes é uma merda, portanto, vou mandar o trailler e os 10 min iniciais, e fiquem a vontade pra procura-lo

10 MINUTOS INICIAIS
(não ta dando pra incorporar aqui, mas vale muito a pena assistir)

Cinema: A festa da Menina Morta - Matheus Nachtergaele



Cinema: pirações, paixões, deslumbramentos, estonteamentos, viagens a mil lugares... isso tudo acontece dentro de mim no velho estilo 24 quadros por segundo. Na moral, é a arte em excelência, a arte que engloba todas as outras artes, e a que mais me deixa perplexo pela imensidão de possibilidades. Poesia no estado mais evoluído que um ser humano conseguiu encontrar. Pois bem, não coloquei algumas coisas que penso sobre cinema dentro do blog porque acreditava que este espaço era só para música, algo que eu conheço mais (enciclopedicamente falando), e pelo objetivo principal do blog, que é disponibilizar links externos, links que correm na internet, e que diminuem a lógica básica do mundo capitalista em que estamos inserido, que é a relação estreita entre poder aquisitivo – abrangência cultural. A internet está aí pra quebrar isso. No entanto, como não costumo baixar tantos filmes, prefiro comprar (lógico que falsiê, o famoso piratão) ou assistir nos próprios canais (lógico que não é na globo), isso acabou me impedindo de expor aqui o que eu gosto. Mas foda-se, eu quero falar. Assisti um filme que me deixou meio encabulado, e eu gostaria de abrir a discussão (meio monólogo, na paz eu entendo) e indicar uma coisa que eu gosto, de repente você está perdido por aqui, lê, resolve assistir, e está aí o meu principal objetivo com o blog que é afetar as pessoas.

Festa da Menina Morta é um filme de Matheus Nachtergaele (eu assumo, colei da capa do filme esse nome escroto que eu nunca decorei rsrsrsrs), uma coisa muito nova e interessante pra mim, pois sempre gostei do trabalho dele, principalmente nos filmes de Cláudio Assis (Amarelo Manga, Baixio das Bestas), que na verdade foi uma das principais influências pra essa realização audaciosa, e de onde Matheus se apropriou, além da experiência, do trabalho de Hilton Lacerda no roteiro e de Dira Paes, como sempre muito boa (escolha o sentido que quiser na interpretação, ta valendo), o que me faz chorar toda vez que vejo atores como ela em novelas. Tudo bem, isso é outro assunto e não pretendo esculachar o ganha pão dela.

O cenário é absolutamente perfeito pra temática do filme, que é sincretismo, heterogeneidade, penetrando fundo (ui) a religiosidade, na verdade a fundação, este incrível desejo humano de criar fé, elevar santidades, diante de mistérios que o universo impõe. A morte faz uma linha de passe incessante com esta religiosidade, e a preparação para a festa serve de pano de fundo para a apresentação imagética do conteúdo, do tema, e das relações. O filme é peso,se você bobear só vai acordar no fim mesmo, ou nos gritos de Daniel Oliveira, que representou de forma extremamente Nachtergaeleana (perdoe-me o neologismo) um santo, mas não só santo. Muito gay, é! Bicha mesmo, não to falando de homossexualismo, eu to falando de viadagi. E pra piorar/melhorar, conserva uma relação incestuosa com o pai, um beberrão interpretado pelo sempre bêbado escroto buckowisckiano (ta certo isso?) Jackson Antunes. Esse santo promove sempre essa festa em favor do milagre que ocorreu, em uma história de uma menina que foi comida por um urubu... Enfim, não vou aprofundar essa parte, em parte pelo prazer da revelação do filme, em parte até porque nem eu entendi direito. Fala-se em ressureição, mas ressureição eu não vi! Prefiro concordar com o personagem de Juliano Cazarré: não há milagre algum! Essa é a idéia, Tadeu a toda hora contesta a religiosidade (não a espiritualidade), contesta sua vida simples e laboriosa, a pobreza, a festa. Não basta só dizer que ele é “do-contra”, na verdade ele precisa desafogar, o primeiro plano do filme demonstra isso, ele precisa de luz. E talvez seja ele mesmo o elemento chave do filme.

O elenco ainda conta com a colaboração de Cássia Kiss e Paulo José, e com muuuuita gente da própria comunidade, que é o ponto extremamente positivo deste filme. O filme trás muito disso, da espontaneidade e da verdade do local. Esse é o cinema atual, a gente ta vivendo isso, e temos que destacar isso. Pra provar o que eu to falando, basta assistir a cena da dança do mestiço índio Douglas, colocando toda a heterogeneidade da qual eu falei, essa mestiçagem que ultrapassou o lado biológico e completa a idéia de mundo em que vivemos, e porque não, um pouco de Oswald dentro da tela, que se junta às vozes marcantes (até demais, mas que caiu bem na hora) do MPB-4, preenchendo assim a Mise em Scène como um quadro poético que enche os olhos.

O filme ganhou mais de 20 prêmios por esse mundão a fora, esteve na lista de Cannes, e foi inclusive aplaudido lá, o que, ao meu ver, foi o maior prêmio. Já é de conhecimento de todos que os filmes que freqüentam a listinha de Cannes não são dos mais digeríveis. Muita atenção ao ver esse filme, ele é denso, pesado. Só não vale dormir nos 20 primeiros minutos e criticar depois; é preciso testar a inteligência, e colocar os nervos na ponta do projetor, da televisão, onde quer que seja: coração atento, mente aberta, e essa película com certeza vai agradar.